domingo, 23 de maio de 2010

A imaginação e o castelo

Imagina um castelo...
bem grande, forte, firme...
ai imagina uma bomba...
e ele treme... ele treme forte...
alguns tijolos já cairam do lado de fora...
e quando todos caírem o que vai aparecer?...
algum vale ainda mais belo que o próprio castelo?
ou não vai revelar nada?...
só a destruição do próprio castelo?
... ele é forte, eu sei que é...
se não, jamais teria entrado nele.
Eu preciso dele pra viver, e o castelo precisa de mim pra existir.

Pequeno conto 'desamor.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O que restou?

Só me deixa esquecer, tudo aquilo que eu vi,
tudo aquilo que eu ouvi, tudo aquilo que ocorreu...
Só me deixa esquecer que eu tenho essa dor no peito,
que só me faz lembrar que nada é perfeito.
Não me deixa esquecer, da luz que cobre tua face,
da lua que encobre tuas margens, da tua mão ao me tocar.
Só me deixa esquecer as palavras que soaram dos seus lábios,
como repúdias fortes, frias, duras e banais.
Só me deixa esquecer o ódio no olhar, a vontade de esquecer,
tudo desde eu até você.
Só me deixa esquecer que por algum momento não te quis,
e que poderia ser feliz, sem tuas mãos a me tocar.
Não me deixa esquecer os sorrisos que nós demos,
o amor que nós tivemos, como um lindo e doce filme em alto mar.
Só me deixa esquecer a dor que eu senti no peito,
ao te ver dizer com deleito tudo aquilo pra me machucar.
Cada lágrima em meu rosto, era o seu egresso de mim,
e do pouco que restou, não sei se sobrevive um amor,
que presumiamos ser sem fim.

Pequeno verso sem amor.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Porque me jurastes?

"Porque você então jurou?,
porque você não me deixou imergir de uma vez?
Eu só queria descansar, eu só queria enfim descansar,
porque então você jurou um mar de palavras falsas?,
porque você me jurou um sentimento,
que você nunca poderia me dar?
que você nem ao menos queria me dar? eu me entreguei,
eu fiz parte de você um dia, e você deixou tudo isso esquecido,
você esqueceu, você esqueceu amor,
você me rasgou de você como se eu fosse um adorno intempestivo,
e tudo o que eu disse?, e tudo o que nós fomos? O que nós fomos?
porque dissestes que me amava ? Como pudesses me jurar eternidade amor?
e eu ainda te quero, como eu posso te querer?
Tudo aquilo que me falastes, o que foi? o que foi aquilo?
um complemento do momento?, que você achou que serviria de
algo para emudecer os meus prantos? você não sabe o que é amar,
você não sabe o que é sentir, você não me quer e não me deixa ir,
você não me deixa ir jamais, larga minha mão, eu não aguento mais,
me deixa ir, seu olhar liquida tudo aqui dentro,
não vai restar mais nada, se você não me deixar partir.
Porque mentiu, porque jurou, porque não esteve aqui amor?
eu sempre estive aqui, esperando a mão que nunca tive,
a mão que nunca veio de você, você nunca esteve aqui,
você sempre esteve longe, você sempre me quis longe,
então porque mentiu, porque mentiu, porque mentiu?
vá embora, por favor, vá embora, solte a minha mão,
a qual voce nunca segurou antes, solte a minha mão,
e me deixe ir, me deixe ir, me deixe ir!"

Canção pra ser gritada. II

O caminho frio da lágrima.

"Desculpa se eu não esculto mais o que você diz,
desculpa se eu não consigo mais te abraçar,
meus ouvidos não conseguem suportar tanta dor,
não é por você amor, não é por você,
as minhas lágrimas, nem sentido tem mais,
minhas dores, não encontram a luz,
eu só te enxergo, e eu só te enxergo,
solta minha mão, e me deixa partir,
solta minha mão, e me deixa ir embora,
eu não quero mais, eu não suporto mais,
e todos os relatos de nossas histórias,
parecem ser apenas um livro de falsas páginas,
um livro velho, faltando pedaços,
e os nossos sorrisos, eles apenas me parecem
letras bem desenhadas, que logo ficam borradas,
com minhas lágrimas ao derramar.
Me deixa partir amor, eu nunca vou esquecer você,
me deixa partir, você já foi tudo pra mim um dia,
você já foi todos os dias do meu tudo,
mas agora, as lembranças ficarão, e as dores se apagarão,
se você me deixar partir amor, me deixa ir, me deixa ir."

Canção pra ser gritada. I